História

Em 1970, Severino viajou à França a convite dos antigos proprietários. O que era para ser um passeio de alguns dias transformou-se numa tour de quatro meses pelo país. "Conheci quase todas as regiões, as adegas, os restaurantes. Aperfeiçoei meus conhecimentos de gastronomia, foi uma maravilha", conta o empresário.

Três anos depois o casal decidiu vender o restaurante por 75 mil cruzeiros. Aí a dona Lucette, que não é boba nem nada, insistiu em passar o ponto para seu braço-direito. "Eu só tinha 20 mil cruzeiros, então ela baixou o preço para 45 mil, e aceitou que eu pagasse o restante com o tempo, sem assinar contrato nenhum. A dona Lucette falou que minha palavra era o suficiente", lembra Severino.

Mas por que a insistência? "Porque ela tinha muito amor pelo lugar. Falou que ficaria muito triste se alguém o comprasse e depois fechasse. Comigo, ela tinha certeza que o negócio prosperaria", explica o empresário.

E como prosperaria. Nem o mais otimista ex-dono esperaria tanto. Severino é carinhosamente chamado pelos clientes de "Mestre" ou Severin (severã), com um carregado sotaque francês. Entre os clientes dessas quatro décadas, incluem-se algumas das maiores autoridades públicas do Brasil, como Marco Maciel, Femando Henrique Cardoso, José Sarney e Ulisses Guimarães.

A história de sucesso do La Chaumiere foi enriquecida com as mãos mágicas da esposa de Severino, Maria das Graças Xavier.